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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014




Rede ao mar

 Redescobrindo a dor... Uma ferida tão exposta alheia a nossa vontade.
Retomando sentimentos de perda.
Engolindo seco a realidade dura da vida.

Quantos espinhos pisei; quantas feridas sangrando.
Quanta ilusão ao implorar um amor.

Redescobrindo angústias nesse canto solitário.
Enxugando lágrimas, e, de novo.

Tanta solidão.
Quanta esperança indo pro alto. Como folhas secas em ventania.
Tempestade em alto mar, àgua salgada em nosso corpo, agonia à busca de um farol.

Quanta gente impar nesse navio.
Poucos salva vidas. Muito pânico.
...Joguem garrafas com pedidos de socorro!

Redescobrindo naufrágios. Retomando dúvidas.
Cadê o amor das pessoas?
Cadê nossa morada no outro?
Não queremos habitar no coração de alguém?
Não queremos abrir nossa porta d’alma para esse alguém?

Respirando dolorosamente.
Dá vontade de seguir o boto e mergulhar fundo, até onde não conseguir mais resistência.
Apunhalando o coração. 
Confirmando mais uma vez que o amor que deseja de alguém não existe.
Não existe aqui, nessa maresia toda;
Não existe aqui, nessa implosão de intenções traiçoeiras;
Não existe aqui, nesse ozônio mal cheiroso.

 Puxando a razão com a rede.
A rede da amor é virtual, é cega, perdeu um ponto e desfiou.
Configurando essa razão.
Tentando tomar pulso. Tomar pé nesse abismo.
Não há analgésico para essa dor;
Não há retorno para engolir atitudes.
O alcool é inevitável. E a ferida está aberta.
Arde.
E os gritos embaraçam na rede do amor...
Não tenho raízes, não tenho terra fértil, não tenho água.
E só tinha a semente do amor.

Krika




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